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A Indonésia é bastante conhecida por suas ilhas, especialmente Bali. Muitos surfistas procuram esse destino à procura da onda perfeita e isso faz com que essa fama aumente. Não viajei somente com essa intenção. Sempre procuro entender mais sobre a cultura local e viver ao máximo a experiência. Mas confesso que estava mesmo muito curiosa e ansiosa para descobrir o porquê de tantos rumores sobre as praias. E para minha surpresa, não são elas as maiores atrações de Bali.

Uluwatu, Bali

Fiquei até bem feliz por ter descoberto outro lado da ilha que não é tão divulgado assim. Eu cheguei a ler o livro “Comer, rezar, amar” que virou até filme com a Júlia Roberts, mas ainda assim a magia do lugar superou minhas expectativas.

Mas não foi assim logo de início que eu me apaixonei. Não posso dizer que foi amor à primeira vista porque a minha primeira parada foi Kuta. Não gostei muito da cidade, para ser sincera. As praias não são bonitas e como há muitos muçulmanos por lá, as pessoas não usam biquínis ou maiôs. Elas tomam banho de roupas mesmo, com os braços e pernas todos cobertos, então acabei não me sentindo muito à vontade.

Mas se hospedar em Kuta é uma boa opção para a maioria dos turistas. Isso por causa da sua localização e por ser uma cidade mais desenvolvida. Há boas opções para compras e à noite a cidade fica bem movimentada devido aos bares, restaurantes e casas de show. Eu, por exemplo, fui ao Hard Rock Café assistir a um show dos Beatles. Não foi uma apresentação da cultura local, mas foi bem divertido. E de graça o que é melhor. Partindo de Kuta, que fica mais ao Sul de Bali, você pode contratar um motorista e visitar várias atrações bem famosas.

Falésia próximo à Uluwatu

Falésia próximo à Uluwatu

Canang sari - oferenda aos deuses

Canang sari – oferenda aos deuses

Destaco com ênfase essa parte do motorista. Meu marido chegou a tirar a carteira de habilitação internacional, pois pensamos em alugar um carro por lá, mas descartamos essa idéia por dois motivos. O primeiro é que o trânsito é bem mais complicado que o daqui. A mão é invertida como na Inglaterra e nas grandes cidades é bem caótico. Segundo porque vale muito mais a pena contratar um motorista. Eles cobram muito pouco, cerca de 30 dólares, para rodar durante umas seis ou sete horas para diversos lugares. E ainda, o motorista nos serviu de guia, pois nos indicou lugares ótimos, contava um pouco sobre a cultura local e tudo isso em um inglês quase perfeito. Melhor que o meu, pelo menos. Foi ele, por exemplo, que nos indicou a praia que mais gostamos “Padang Padang”. Eles são super simpáticos.Padang Padang, Bali

Dessa forma pudemos conhecer o templo de Uluwatu que é lindíssimo. A atração mistura religião e natureza de um jeito que só Bali pode nos proporcionar. E Bali é mesmo um lugar de muita espiritualidade. As religiões predominantes são a hindu, a muçulmana e a budista. Mas, independente de qual for a sua religião ou mesmo, se você não tiver religião alguma, é praticamente impossível não sentir a paz e a serenidade que Bali proporciona.

E conhecemos também outras praias bem mais interessantes.Em Nusa Dua, por exemplo, fiz meu primeiro mergulho. É bem mais barato que no Brasil. Só não dei muita sorte, pois a água estava um pouco turva, mas ainda assim foi bem legal a experiência. E em Nusa Dua também é possível praticar esportes aquáticos.

Outra dica bem legal que fica pertinho de Uluwatu é a praia de Jimbaran. Deixe para visitá-la no fim da tarde para fazer um lanche em um dos restaurantes que ficam na areia. Você vai presenciar um pôr-do-sol inesquecível. Sem dúvida, bem romântico. Visite também Jimbaran, Balio templo de Tanah Lot. Segue a mesma linha do espiritual aliado à beleza natural. Ah essa natureza, sempre nos surpreendendo.

E Ubud foi a cidade que eu mais me identifiquei. Apesar de não ter praias (que eu amo), é uma parte de Bali bem interessante. Passear pelos lindos campos de arroz, pela floresta dos macacos, fazer compras (destaque para roupas e objetos de decoração), e à noite assistir a um espetáculo tradicional de dança balinesa.

Se você quiser, pode se consultar também com o Ketut Liyer. O guru de Elizabeth Gilbert do livro “Comer, rezar, amar”. Só prepare-se para enfrentar fila, pois ele agora é famoso. Ele fica na Rua Pengosekan, Mas, em Ubud.

Ubud tem um clima de vilarejo, de gente simples e acolhedora. O inconveniente, a meu ver, foi o excesso de ofertas para os turistas. Deixe-me explicar. Caso você ande uns10 metros, umas 15 pessoas vão te oferecer massagens, roupas, souvenirs e serviços de motoristas. Os turistas são como ouro para uma população majoritariamente pobre. Chega uma hora que você não aguenta mais dizer. – Não, obrigada. Isso cansa, não é mesmo?Tanah Lot, Bali

De Ubud, visitei também o templo de Bedugul que fica no lago Bratan “Lake Bratan”. É um cartão-postal de Bali e também vale muito a visita. Dessa vez, preferi contratar os serviços de uma das várias agências que fazem passeios pelos arredores.

Nesse passeio, além de Bedugul, conhecemos um campo de arroz lindíssimo e visitamos uma fazenda que produzia diversos tipos de café. O que mais gostei foi o que tem caramelo. Um deles é conhecido como o melhor café do mundo e é também um dos mais caros. Particularmente, eu não gostei muito, mas o interessante é saber como ele é feito. Vem do cocô de um bichinho chamado Luwak. Depois explico melhor sobre essa iguaria em outro post. Mas é no mínimo, algo inusitado.

Bedugul, Bali     Luwak, Bali

E a aventura que mais me impressionou foi subir o vulcão Kintamani. Em Bali há diversos passeiosem vulcões. Escolhio Kintamani porque é uma subida mais rápida, já que não havia muito tempo. Foram cerca de duas horas de subida partindo às 02h30min da madrugada. Difícil por ser um pouco íngreme, mas maravilhoso. Esse horário justifica-se para assistir junto aos lindos macaquinhos que vivem por lá ao deslumbrante nascer do sol entre os vulcões. Também é inesquecível.

Campo de arroz, Bali     Kintamani, Bali

Vulcão Kintamani

Vulcão Kintamani

Em Bali você é muito bem recebido, desfruta de ótimos serviços com um atendimento impecável, pode degustar de uma culinária exótica e deliciosa e relaxar com as massagens super baratas dos diversos spas, ou mesmo em pequenas cabines espalhadas pela cidade.

Mas conhecer Bali é muito mais que curtir as praias, comprar artesanato e fazer massagens. Bali é incrível. Proporciona uma experiência única de vivência com uma cultura bem diferente e paisagens que te tocam de verdade.

Informações importantes:

Documentação: A Indonésia pede visto de entrada, mas ele pode ser tirado no desembarque mesmo. A vacina solicitada é a contra a febre amarela. Fique atento e deixe um pouco de dinheiro sobrando na volta, pois a taxa de embarque do seu voo será cobrada no aeroporto, não está incluída na passagem. Entre em contato com o consulado antes de viajar para confirmar se essas informações ainda são válidas.

Como chegar: Fui de avião partindo de Phuket com uma companhia “low-cost” chamada Air Asia. Não é um luxo de serviço, obviamente, as malas são cobradas à parte, mas realmente fica muito barato e os horários são excelentes. Serviu muito bem pra mim.

Hotéis: Em Kuta, Ficamos no Febri’s hotel & spa, que foi super agradável. Bem bonito e perto do centro. Em Ubud, ficamos no Tunjung Mas Bungalow que também foi muito bom. Em geral, os hotéis em Bali são muito bons e com um ótimo custo benefício.

Animais: Muito cuidado com os macacos. Evite tocá-los, pois eles podem ser bem agressivos e fique sempre “ligado”, pois eles roubam comida, câmera, chapéus, etc, sem que você perceba.

Viciada assumida em viagens. Turismóloga, especialista em Jornalismo Cultural e doutoranda em Comunicação. Em suas andanças, sempre busca conhecer as diversas culturas e se encantar com os mais belos cenários.

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