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O surgimento da ideia

Após passar quatro dias no Atacama curtindo paisagens fantásticas bem peculiares, o próximo destino era Uyuni, em Potosí, no sudoeste da Bolívia. Um lugar incrível que abriga o maior deserto de sal do mundo.  Para chegar até lá aproveitando as belezas do percurso, a opção era seguir viagem em um 4X4 com mais quatro pessoas, pois não há uma rota aérea até Uyuni. Tínhamos, meu marido e eu, ouvido falar somente sobre uma empresa indicada pelo guia da Lonely e não muito recomendada por umas viajantes brasileiras que encontramos pelo caminho. Então resolvemos seguir nossa intuição mesmo e decidimos por fechar o passeio com a empresa World White Travel, pois a vendedora nos inspirou mais confiança e agiu com profissionalismo. Além disso, o preço estava melhor.

Para quem não parte do Atacama, há opções de passeios também saindo de Potosi ou de Villazón, na Argentina. Só não recomendo ir de carro sem guia, pois o caminho pode ser bastante complicado e perigoso para quem não conhece.

Bandeira Bolívia

Bandeira da Bolívia

Uyuni

Companheiros de viagem

O roteiro

O passeio tem duração de quatro dias e três noites para ir e voltar de Uyuni. Há também a opção de três dias e duas noites, quando o viajante não deseja retornar à São Pedro. No caminho, diversos pontos de parada, noites em refúgios, refeições, muitas vezes no próprio carro, e muito papo com os outros viajantes que seguirão juntos com você. Não há luxo nem espaço para frescuras. O que há é o contato com a natureza e com diferentes culturas. A ideia nos fascinou, então partimos rumo à essa aventura.

4X4 Uyuni

Lhama

Mas não seria muito fácil. O frio era intenso e uma das fronteiras entre o Chile e o Peru estava fechada por causa da grande quantidade de neve que havia. Então precisávamos fazer um outro caminho com algumas paradas a menos. Outra grande dificuldade era que na primeira noite não haveria água quente no refúgio, logo eu não tomaria banho, porque com um frio de menos 10 graus isso não iria rolar de forma alguma.

No primeiro dia então visitaríamos a Árvore de Pedra e a Laguna Colorada e dormiríamos no refúgio. O segundo dia iríamos para a Laguna Hedionda, o Volcán Ollague, a Lakaya San Juan e dormiríamos no Hotel de Sal. O salar de Uyuni estava então reservado para o terceiro dia, juntamente com a ilha de cactus gigantes e o cemitério de trens. No último dia retornaríamos para o Atacama e dormiríamos em outro refúgio, porém com água quente.

Roteiro Uyuni

A preparação – Kit Sobrevivência

Para aguentar tanto frio numa boa, precisávamos comprar alguns agasalhos mais potentes. Compramos umas jaquetas com duas camadas, uma para esquentar e outra para cortar o vento e a chuva ou a neve. Também compramos luvas melhores, calça térmica (a blusa térmica já tínhamos comprado no Brasil), meias de lã e uma faixa que serve para proteger a boca e o nariz. Os acessórios compramos nas feirinhas de São Pedro mesmo e as jaquetas conseguimos a um preço muito bom na loja El Rincón del Viajero.

Uyuni

Par de jarros por causa da liquidação

Além das roupas, levamos também água mineral, lenços umedecidos (para disfarçar na noite sem banho), papel higiênico e sacolinha (não há banheiros no caminho, então é preciso se virar no deserto mesmo), alguns lanchinhos (comprei fora da zona turística de São Pedro por um valor bem mais em conta) e creme hidratante para proteger a pele do ressecamento.

Preparada para o frio de Uyuni

Preparada para o frio de Uyuni

Valores e moedas

O passeio custou 95000 pesos chilenos que convertidos em reais são o equivalente a R$407.17 por pessoa. Também é cobrada a entrada para o parque no valor de 180 bolivianos ou R$61.54 por pessoa. É bom levar uma graninha a mais para lanches, água e souvenirs que são mais baratos que no Atacama.

Documentação e ingressos

A Bolívia não exige visto para brasileiros, o que facilita bastante a situação. Mas fique atento e guarde sempre consigo o formulário de imigração junto ao passaporte, pois será pedido. Também lembre-se de guardar o ingresso do parque até o final do passeio, pois você deve devolvê-lo no retorno. Senão, terá de pagar novamente.

Melhor época para ir

Os melhores meses para fazer este passeio são março e abril, pois não fica na temporada de chuvas que é entre janeiro e fevereiro, e nem no inverno, entre junho e agosto. Fui em junho e sofri bastante por causa do frio, embora as paisagens e a aventura sejam melhores, em minha opinião.

Se você gosta de curtir uma aventura, conhecer pessoas novas e admirar paisagens incríveis, certamente irá gostar de fazer esse passeio. Eu recomendo muito, pois vivi dias incríveis por lá. Na continuação do post, mais sobre os passeios e as experiências vividas no percurso.

Saiba mais sobre essa viagem neste post.

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Viciada assumida em viagens. Turismóloga, especialista em Jornalismo Cultural e doutoranda em Comunicação. Em suas andanças, sempre busca conhecer as diversas culturas e se encantar com os mais belos cenários.

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  • Oi, Thaís. Tudo bem? 🙂

    Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Natalie – Boia

  • Obrigada Natalie! Fico muito feliz que tenham gostado. Abs!

  • Marise

    Olá, Thaís
    Bom dia!
    Descobri o seu site ontem através do Viaje na Viagem e adorei!
    Irei em abril/maio para o Atacama e Salar de Uyuni e também ficarei no Campo Base 🙂
    Você indica a Word White Travel para o Uyuni?
    Lendo muito na internet vi quatro operadoras que fazem Uyuni: Word White Travel, Estrella del Sur, Colque Tours e Cordillhera Traveller. Como todas têm resenhas boas e ruins na net fico em dúvida, rs.
    Outra coisa, você lembra se a diferença para trocar real ou dólares no aeroporto ou em San Pedro é grande? Não ficarei em Santiago, então não sei se troco no aeroporto de Santiago ou em San Pedro.
    Agradeço pelas dicas.
    Abraços,
    Marise

  • Oi Marise, que legal! Você vai gostar de Uyuni, é lindo demais. Eu recomendo a agência sim, mas vá preparada para passar alguns perrengues. Nenhuma delas será 100% porque o passeio por si só já é complicadinho mesmo. Quanto ao câmbio, eu já cheguei no Chile com o dinheiro trocado e troquei os pesos chilenos por bolivianos em São Pedro com a própria agência. Não achei o preço ruim não, mas confesso que não fiquei comparando muito as taxas porque levei para o passeio muito pouco dinheiro. Na Bolívia tudo é muito barato e a alimentação e hospedagem já estão incluídos no pacote. Então só levei uma quantia para as entradas, alguns lanchinhos e souvenirs.Tenha uma ótima viagem! E se tiver mais dúvidas, pode perguntar. Abraços!

  • João Alfredo Santos

    Thais, essa é uma das viagens que quero fazer a tanto tempo e sempre fico adiando! rsrs

    Estou aguardando os próximos posts para saber como foi tudo!

    bjos

  • João Alfredo Santos

    aah, tenho uma duvida!

    Vc comprou o tour antes ou lá na hora?
    E sabe se tem muitas opções para comprar na hora?

    😉

  • Alf, comprei tudo lá mesmo. Tem várias agências que fazem, mas tem umas que parecem muito picaretas. Mas o passeio é incrível, vale muito a pena!

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