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Depois de nos despedirmos da encantadora ilha norte da Nova Zelândia, meu marido e eu partimos de Wellington de avião para Abel Tasman e Nelson para curtir um pouco do litoral mesmo no frio. Optamos pelo avião e não pelo barco que perpassa as duas ilhas para economizar tempo mesmo. Afinal, estávamos muito ansiosos para conhecer o mar da Tasmânia e suas belezas e tínhamos ainda muito o que visitar no país.

No entanto, havia certa tensão entre nós por causa da grande probabilidade de chuva nos próximos dias na região. Mas, como eu sou muito otimista, estava acreditando que iria dar tudo certo.

Nelson

Jardim Botânico de Nelson

De Wellington à Nelson

Você pode fazer como eu, indo de avião ou pode ir de ferry também. Se preferir a primeira alternativa, as opções de cia são a Air New Zealand e a Sounds Air. Mas, se você tem mais tempo disponível, e quer aproveitar e conhecer outras cidades também, a barca que sai de Wellington vai até Picton, uma cidade a 109km de distância de Nelson. E para fazer o trajeto de Picton à Nelson, você pode ir de ônibus, a Intercity disponibiliza essa linha, ou alugar um carro.

Nelson

Centro de Nelson. Vista da catedral.

De Nelson ao Parque Nacional Abel Tasman

Como chegamos tarde na cidade, apenas jantamos no centro e voltamos para o albergue para dormir. No dia seguinte tínhamos um passeio programado para o parque de Abel Tasman. Partimos então com a empresa Wilsons Abel Tasman, que nos levou de ônibus até a praia. De lá sairíamos de barco em um mini cruzeiro, com direito à um passeio de caiaque para observar de perto as focas. O máximo, certo? Seria, se tivesse acontecido. Não tivemos muita sorte em Abel, o tempo não nos foi amigável naquele dia. Chegamos a viajar cerca de duas horas de ônibus até a praia, mas somente lá é que tivemos a confirmação de que não seria possível continuar viagem. O mar estava muito agitado por causa da ventania. Como eu já tinha programado a ida à Franz Josef no dia seguinte, não foi possível tentar fazer esse passeio novamente. A dica é reservar de dois a quatro dias na região.

E esse foi o erro do meu planejamento. Além de se resguardar de problemas climáticos, você vai conseguir aproveitar muito mais o local. O parque de Abel Tasman é muito grande. Há diversas trilhas, passeios de barco, locais para a prática de caiaque, eventos… Então, certamente, você terá o que fazer. E além do parque, há também passeios nas redondezas, como Takaka e Golden Bay, e no centro da cidade de Nelson mesmo.

Abel Tasman

Abel Tasman

Abel Tasman

O que fazer em Nelson

Após a frustração de perder o passeio de Abel, voltamos então à Nelson. Como tínhamos pouco tempo, pegamos um mapa no albergue e fomos explorar a o centro da cidade, que por sinal, é linda. Pequena, com poucos habitantes, muitos ateliês de artistas talentosíssimos e um paisagismo encantador. Conhecemos o jardim botânico e fizemos uma trilha do Botanical Reserve que desemboca no ponto central do país. Estávamos exatamente no meio da Nova Zelândia. A vista da região é incrível e a caminhada leve vale muito a pena. Por lá, há fazenda de ovelhas fofas também. Recomendo levar um lanchinho e água, pois lá em cima não há nada para vender. Para a trilha é possível levar cachorro na guia, porém não os leve na área onde as ovelhas ficam.

Em Nelson há também muitas lojas de artesanato, especialmente com jóias. Inclusive, há o anel do Frodo para vender. Outra opção legal é visitar as vinícolas. Porém, elas são um pouco mais distantes e será necessário agendar um tour ou ir de carro.

Nelson

Nelson

Nelson5

Nelson

Onde ficar em Nelson

Se você for passar somente um dia no parque de Abel Tasman é aconselhável que você pernoite no centro de Nelson. Lá tem uma infra-estutura muito boa para turistas. Há restaurantes, diversos tipos de hospedagem e muitas lojas de artesanato. Um local que indico muito foi o que fiquei, o Tasman Bay Backpackers. Ficamos em um quarto duplo muito bem equipado e acessível. Com banheiro adaptado para cadeirantes e rampas em diversos locais do albergue. Além disso, a hospitalidade foi ótima, com direito a café-da-manhã e um delicioso pudim de chocolate à noite.

Caso você queira passar mais tempo no parque, você pode dormir por lá mesmo. Aconselho você a procurar uma agência de receptivo para comprar já um pacote com passeios e hospedagem. Embora eu não tenha tido muita sorte por lá, recomendo a agência Wilsons Abel Tasman. Eles foram super solícitos, nos trataram muito bem e ressarciram todo o dinheiro, sem nenhuma burocracia, visto que o passeio não ocorreu por completo.

Nelson

Nelson

 

Seguindo o roteiro – dica quente

Apesar de não ter desfrutado Nelson como eu queria, passei ótimos momentos por lá. É um lugar que quero voltar, certamente, no verão. De Nelson fomos em direção à Franz Josef para andar sobre o gelo. No caminho, passamos pelo Punakaiki Pancake Rocks e fizemos a Blowholes Walk. É simplesmente um dos lugares mais lindos da costa da Nova Zelândia e tema do próximo post dessa série. Peguei o ônibus da Intercity e ele parou lá para a nossa surpresa e alegria. Se for de carro, lembre-se de fazer uma parada lá. Você não irá se arrepender.

Nelson

Rio que corta o centro de Nelson

 

* Agradeço à Tourism New Zealand e à Wilsons Abel Tasman pelo desconto concedido no passeio à Abel Tasman, ainda que ele não tenha podido acontecer. Todo o relato aqui declarado é pessoal e verídico, sem quaisquer interferências dos apoios recebidos.

Viciada assumida em viagens. Turismóloga, especialista em Jornalismo Cultural e doutoranda em Comunicação. Em suas andanças, sempre busca conhecer as diversas culturas e se encantar com os mais belos cenários.

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  • Bóia

    Oi, Thaís. Tudo bem? 🙂

    Seu post foi selecionado para o #linkódromo, do Viaje na Viagem.

    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,

    Bóia – Natalie

  • thais_unirio

    Obrigada Natalie. É sempre bom estar no Viaje na Viagem.