http://www.viagememcena.com/wp-content/uploads/2012/02/viagem-em-cena-logo.jpg

Antes de chegar à Bali, já sabia que havia alguns passeios a diversos vulcões da região. No entanto, não planejei nada e deixei para agendar por lá mesmo a visita a um deles, pelo menos. Na verdade, eu não fui uma turista bem disciplinadKintamani, Balia mesmo. Pesquisei só as atrações da Tailândia, e deixei Bali meio de lado. O que acabou sendo, de certa forma, bem legal, porque o destino superou as minhas expectativas e porque tudo aconteceu bem naturalmente. E um dos momentos mais emocionantes da viagem toda, incluindo a passagem pela Tailândia, foi subir ao Kintamani, Bali.

 

Tudo começou quando, meu marido e eu, entramos em uma das agências de Ubud para nos informar melhor sobre os passeios que poderiam ser agendados. Sem compromisso mesmo. E foi quando eu avistei um anúncio de uma trilha ao vulcão que sairia às duas da madrugada. Achei meio estranho, e perguntei à agente como era aquele passeio. A trilha é até rápida, dura cerca de duas horas, e a saída é bem cedo para que dê tempo de subir antes de amanhecer e admirar o nascer do sol. E essa é a subida mais rápida. Há outras que podem durar dias e que demandam montar  acampamento.

Na mesma hora ficamos maravilhados com a idéia e com uma única foto em preto e branco que havia por ali. Só isso já serviu para nos motivar.

Kintamani, Bali     Kintamani, Bali

No pacote estava incluído o transfer do nosso hotel até a base do vulcão, com parada para um desjejum em uma cantina que fica no meio do caminho; um guia que falava inglês; um lanchinho no alto do vulcão; e o transfer de retorno ao nosso hotel.

Algumas horas depois de agendarmos a nossa subida, o guia nos aguardava no lobby do hotel. Pegamos a van com outros turistas e seguimos até a base do Kintamani. Ainda estava bem escuro e, por essa razão, usamos lanternas para nos guiar e repelentes para afastar os mosquitos. Também levei um lenço grande para me cobrir, pois estava bastante frio.

E acho que esse foi o maior problema para mim. Não sou nenhuma atleta, mas faço exercícios e costumo fazer trilhas difíceis, de vez em quando, tranquilamente. Mas, a subida tinha muitos trechos bem íngremes e o frio me tirou todo o fôlego. Meu coração batia muito forte e rápido, e fiquei sem ar diversas vezes, tendo que fazer paradas de descanso com uma certa frequência.

O meu lenço não foi o suficiente para me proteger do frio, deveria ter levado um bom casaco. Mas, eu consegui me superar e chegar ao topo antes que o sol nascesse.

E foi um verdadeiro presente de Deus. Admirar o nascer do sol com uma vista belíssima após enfrentar uma trilha árdua é, sem dúvida, gratificante. A paisagem é realmente fenomenal. Peço até desculpas pela grande quantidades de adjetivos que me refiro a este lugar, mas é impossível não se emocionar com tamanha beleza. Acredito que aquele momento tenha sido, por si só, uma prece. Sem se referir a nenhuma religião ou crença específica, apenas um culto à natureza.
Todo o esforço valeu muito a pena. O nascer do sol é uma verdadeira maravilha divina. Todos esperavam atentamente ao aparecimento dos primeiros raios solares tomando um chocolate quente feito pela equipe de guias para espantar o frio. Um deles até me emprestou um casaco, pois era perceptível que o meu lenço não estava adiantando.

E, quando o sol começou a clarear o céu de Bali, os habitantes do Kintamani iam surgindo aos poucos. Eles são os diversos macacos que, assim como nós, apreciavam aquele momento. E, os privilegiados animaizinhos, podem usufruir dessa vista todos os dias.

Kintamani, Bali

Quando já estava claro, fizemos uma caminhada pelo topo do vulcão. Visitamos o interior do Kintamani, que é usado por budistas e hindus como um refúgio para meditações que podem durar até semanas. E como o vulcão ainda está em atividade, é possível ver fumaça saindo das pedras.

Kintamani, Bali     Kintamani, Bali

Após viver essa experiência tão enriquecedora e especial, era já a hora de retornar. Na decida, muito mais fácil e rápida, foi a hora que senti como aquele passeio me fez sentir melhor como ser humano e que, aquela vista, certamente, irá deixar muitas saudades. Quando serão minhas próximas férias?

Kintamani, Bali

Viciada assumida em viagens. Turismóloga, especialista em Jornalismo Cultural e doutoranda em Comunicação. Em suas andanças, sempre busca conhecer as diversas culturas e se encantar com os mais belos cenários.

Facebook Twitter  

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

  • Estive em Bali no último mês de junho, mas infelizmente não subi o vulcão. E pelo seu relato eu acho que perdi uma experiência e tanto. Parabéns pelo blog! Você escreve muito bem. Ahhh, e os adjetivos só me fizeram lamentar mais não ter ido ao vulcão. =)

  • Nossa, é uma experiência incrível mesmo Rafael. Mas fica como um bom motivo pra você voltar lá. rsrsrs Valeu pela visita! PS: Curto muito seu blog, muitos lugares que quero conhecer ainda.

  • Guilherme – Viajando com Eles

    Oi Thaís,

    Subi o Kintamani quando fui pra Bali em 2008. Nunca esquecerei dos macaquinhos curtindo o nascer do sol.

    Parabéns pelo blog.

    Abraços

  • Andréia

    Oi Thaís, vocÊs saíram do hotel às 02 hs da madrugada e voltaram que horas?? Bju

  • Oi Andréia. O passeio terminou por volta das 10hrs da manhã. Bjos!

  • Pingback: Destaques da Semana 24 | RBBV – Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem()